Estudo de viabilidade para a inclusão de indicadores de remoção de contraceptivos reversíveis de longa duração nos registos nacionais de planeamento familiar em Moçambique (Relatório)

Cover of Mozambique LARCs removal report in Portuguese Como membro da Task Force para Remoção de Implantes e líder do subgrupo de dados, o E2A realizou um estudo em colaboração com o Projecto de Planeamento Familiar Integrado (IFPP) para testar a viabilidade da inclusão de seis indicadores de remoção para contraceptivos reversíveis de longa duração (MDL) nos registos nacionais de planeamento familiar e no sistema de informação de saúde para Monitoria e Avaliação de Moçambique.

A adopção de implantes vem aumentando rapidamente desde 2012, refletindo uma demanda crescente de utentes, investimentos de doadores e reduções nos preços oferecidos pelos fabricantes. Com o aumento do número de inserções de implantes, surgiu uma preocupação de que a onda iminente de remoções necessárias pode não corresponder à capacidade de prover os serviços necessários e à disponibilidade de dados fiáveis sobre as remoções de implantes para apoiar este esforço.

Este aumento excepcional de inserções de implantes resultará num aumento equivalente de remoções em cerca de três a cinco anos (Implanon® e Jadelle®, respectivamente segundo a validade de cada um), pois todos os implantes inseridos devem ser removidos por provedores qualificados e competentes num local próximo e, de preferência, em data anterior à data de validade da eficácia do produto. A maioria dos países monitora cuidadosamente a adopção de MLD seja com o Sistema Distrital de Informações de Saúde (DHIS2) ou com a utilização de outros mecanismos de monitoramento de desempenho. Contudo, muito poucos países monitoram as remoções de forma rotineira e um número ainda menor monitora os motivos para a remoção do implante, descontinuidade e troca de método. Esta lacuna na monitoria dificulta a compreensão sobre a qualidade de atendimento na oferta dos serviços de planeamento familiar (PF) prestados pelos ministérios, gestores de programas e profissionais de saúde.

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